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Diferença entre o Omega 3 da soja e dos peixes
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Neste artigo, 8 pesquisadores de Instituições Norte-americanas, incluindo o Dr. William Harris considerado um dos maiores especialistas do mundo em ácidos graxos omega 3, fizeram um levantamento bibliográfico a partir de 8.039 resumos publicados entre 1966 e 2005. Nessa pesquisa os autores selecionaram 46 estudos, sendo 14 experimentos aleatorizados contendo grupo controle, 25 estudos longitudinais e 7 casos-controle. Essa seleção foi baseada na qualidade e confiabilidade dos resultados apresentados, acompanhamento dos indivíduos por no mínimo 1 ano e níveis de suplementação inferiores a 6g/dia.

O objetivo foi de verificar a associação entre a ingestão de ácidos graxos omega 3 e a redução de risco de morte por doenças cardiovasculares, discriminadas como falência cardíaca, morte súbita, infarto do miocárdio e isquemia de acordo com a International Classification of Disease. Os autores concluíram que os dados obtidos até o momento confirmam a hipótese de que o consumo de ácidos graxos omega 3, a partir do consumo de peixes ou óleo de peixe, reduz todas as causas de mortalidade por doenças cardiovasculares. Esse efeito foi muito mais efetivo em intervenções secundárias (após a ocorrência de algum evento cardíaco) que em primárias (antes do aparecimento de qualquer evento cardíaco). Nenhum efeito colateral de relevância clinica foi verificado em dosagens < 3g/dia.

Os autores também ressaltaram que não há qualquer evidência de que os ácidos graxos omega 3 obtidos a partir da ingestão de ácido linolênico (presente na soja, canola e linhaça) tenham algum efeito benéfico para redução da mortalidade por causas cardiovasculares como aqueles reportados para o óleo de peixe. 

Ref.: Wang et al. (2006). N-3 Fatty acids from fish or fish-oil supplements, but not alfa-linolenic acid, benefit cardiovascular disease outcomes in primary and secondary prevention studies: a systematic review. Am J Clin Nutr, 84:5-17