Dra. Célia Roesler *
O Gengibre é reconhecido desde a antiguidade como planta medicinal. Já era usado na Idade Média por curandeiros que achavam que o mesmo provinha do Jardim de Éden.
Inicialmente as principais indicações do gengibre, além de tempero dos alimentos, eram contra náuseas e vômitos.
Estudos recentes comprovam que o gengibre inibe a síntese de prostaglandinas que é o mecanismo de ação dos antiinflamatórios. Esses estudos comprovam que ele tem uma ação antiinflamatória e analgésica maior que a do ácido acetilsalicílico.
Baseado nessa ação foi feito um estudo com pacientes norte-americanos onde eles ingeriram 500mg de gengibre em pó adicionado a água. O que se observou foi uma melhora nas dores de cabeça em aproximadamente 30 minutos após a ingestão dessa solução.
É interessante aos pacientes enxaquecosos tomarem chá de gengibre que pode ser feito com 25g de gengibre fresco a 500ml de água e ferver por 15 minutos. Tomar sem açúcar e sem adoçante.
Um outro estudo dinamarquês mostrou que 40 cadetes navais tomavam 1g de gengibre em pó e sofreram bem menos suor, frio e vômitos quando viajavam de navio.
Principais indicações do gengibre:
1. Tratamento sintomático das enxaquecas;
2. Náuseas e tonturas (náuseas provocadas pela quimioterapia podem ser amenizadas pelo gengibre);
3. Dor e inflamação causada pela artrite reumatóide;
4. Dores musculares;
5. Alergias e broncoconstrição;
6. Digestivo e na redução das flatulências;
Apresentação:
Cápsulas, comprimidos, líquidos, cristais, óleo e chá.
O óleo de gengibre é usado associado com outro óleo neutro, como amêndoas por exemplo, para friccionar nas áreas doloridas da artrite ou nas dores musculares.
O único efeito colateral documentado do gengibre é, ocasionalmente, azia.
Este artigo foi gentilmente escrito para o site mexplica pela Dra. Célia Roesler, neurologista. (contato: www.neurovida.com.br Tel.3812.1267 / 5182.6900)